• amor - psicologia

    Entre o amor que imaginamos e aquele que podemos viver

    É difícil quando descobrimos que a intensidade de um sentimento não garante a possibilidade de uma história compartilhada. Podemos conhecer alguém durante poucas semanas e conservar sua presença dentro de nós por muitos anos. Às vezes, a lembrança de determinados encontros adquire uma importância desproporcional ao tempo que efetivamente passamos…


  • amor - filosofia - literatura - psicologia

    Por delicadeza, ganhei minha vida

    Há uma frase de Arthur Rimbaud que me acompanha de maneira particularmente profunda: “Par délicatesse, j’ai perdu ma vie” ou “Por delicadeza, perdi minha vida”. Há nessa afirmação uma beleza melancólica, como se a delicadeza pudesse representar uma forma de desencontro com o mundo, uma sensibilidade tão intensa que acabasse…


  • amor - filosofia - psicologia

    Há amores que florescem na distância

    Talvez uma das formas mais delicadas de amar alguém seja descobrir que um sentimento não precisa necessariamente transformar-se em uma relação para possuir significado. Estamos habituados a compreender o amor como uma experiência que procura aproximação, reciprocidade, convivência e permanência. Quando amamos, imaginamos encontros, conversas, gestos de carinho e a…


  • amor - filosofia - psicologia

    A sabedoria de não responder a todas as provocações

    Provavelmente, uma das formas mais difíceis de maturidade seja compreender que nem toda provocação merece uma resposta e que nem toda ofensa precisa transformar-se em confronto. Existe em nós um desejo profundamente humano de sermos compreendidos, respeitados e reconhecidos. Quando alguém nos dirige uma palavra injusta, distorce nossas intenções ou…


  • amor - psicologia

    A beleza de cultivar o mesmo sonho durante uma vida inteira

    Há sonhos que chegam de repente, iluminam uma determinada fase da vida e depois desaparecem, substituídos por outros desejos, outras necessidades, outras maneiras de compreender o mundo. Mas existem também aqueles que permanecem. Atravessam os anos, sobrevivem às mudanças de profissão, às responsabilidades familiares, aos desencontros amorosos, às perdas e…


  • amor - filosofia - psicologia

    Amar alguém que não é nosso

    Amar profundamente alguém é conviver com uma verdade ao mesmo tempo simples e desconfortável: por mais íntimos que nos tornemos, a pessoa amada continuará sendo outra pessoa. Podemos conhecer seus hábitos, reconhecer seus passos antes mesmo que entre no quarto, saber quando alguma coisa a preocupa pelo modo como permanece…


  • amor - psicologia

    A intimidade também começa nas conversas difíceis

    Relacionamentos não são feitos apenas daquilo que gostaríamos de guardar em fotografias. Existem os encontros felizes, as viagens, os abraços demorados, as conversas que atravessam a madrugada e os dias em que amar parece uma experiência quase espontânea. Mas existe também outra parte, menos bonita e talvez igualmente importante: o…


  • amor - psicologia

    Há pessoas que não ficam, mas nos despertam

    Nem toda paixão foi feita para transformar-se em história de amor. Algumas chegam sem a duração necessária para construir uma vida, mas com intensidade suficiente para modificar alguma coisa dentro de nós. Encontramos alguém e, de repente, aquilo que parecia adormecido começa novamente a se mover. Esperamos uma mensagem. Escolhemos…


  • amor - psicologia

    A pessoa que amamos e aquela que inventamos

    Apaixonar-se talvez seja uma das experiências em que realidade e imaginação mais profundamente se confundem. Encontramos alguém, ouvimos sua voz, observamos seus gestos, descobrimos algumas histórias, e quase sem perceber começamos a preencher aquilo que ainda não sabemos. Um silêncio pode parecer profundidade; uma delicadeza pode tornar-se promessa de uma…


  • amor - filosofia - psicologia

    O desejo precisa de alguma distância

    Desejar alguém é reconhecer, ainda que silenciosamente, que existe uma distância que nenhum amor consegue abolir completamente. Podemos conhecer os gestos de uma pessoa, aprender seus silêncios, reconhecer a maneira como ela sorri quando está feliz e perceber quando alguma tristeza começa a se aproximar, mas haverá sempre uma região…


  • amor - psicologia

    Onde podemos descansar de nós mesmos

    Há uma fadiga que não vem apenas do trabalho, das responsabilidades ou das horas que se acumulam sobre o corpo. É a fadiga de ter de parecer bem. De sustentar uma imagem de equilíbrio quando alguma coisa dentro de nós está desmoronando silenciosamente. Desde cedo aprendemos que o mundo recompensa,…


  • amor - psicologia

    O que fazemos quando discordamos

    Todo relacionamento terá conflitos. Duas pessoas podem se amar profundamente e, ainda assim, desejar coisas diferentes, interpretar uma situação de maneiras distintas, possuir necessidades que nem sempre coincidem e carregar histórias pessoais que influenciam a maneira como cada uma reage diante da frustração. A ideia de que um relacionamento feliz…


  • amor - filosofia - psicologia - sociologia

    O amor possível dentro da imperfeição

    Não existe amor perfeito porque não existem pessoas perfeitas. Existe, antes, a possibilidade de um encontro entre duas pessoas que chegam uma à outra trazendo consigo tudo aquilo que viveram antes de se conhecer. Cada uma carrega uma infância, antigas alegrias, perdas, medos, desejos, relações anteriores, maneiras particulares de se…


  • amor - filosofia - psicologia

    A solidão de quem ama sozinho

    Reciprocidade não é uma balança. O amor não exige que duas pessoas ofereçam exatamente a mesma quantidade, no mesmo momento, da mesma maneira. Há dias em que um de nós tem mais força; há períodos em que um precisa ser amparado enquanto o outro sustenta quase tudo. A vida não…


  • amor - filosofia - psicologia

    Amar sem desaparecer

    Amar alguém não deveria significar desaparecer dentro da vida do outro. Existe uma ideia romântica, antiga e persistente, segundo a qual amar profundamente seria entregar-se por inteiro: compartilhar tudo, querer estar sempre junto, abandonar antigas prioridades, adaptar-se aos desejos do outro e, pouco a pouco, fazer da relação o centro…


  • amor - filosofia - psicologia - sociologia

    Amar o outro para além da fantasia

    No começo de um relacionamento, nem sempre amamos apenas a pessoa que está diante de nós. Amamos também aquilo que imaginamos que ela seja. Há, no início, uma espécie de criação silenciosa: preenchemos lacunas com expectativas, atribuímos significados a gestos, projetamos desejos, reconhecemos no outro possibilidades que talvez pertençam mais…